Para filhos adultos
Ela repete as
mesmas perguntas
Você percebeu antes dos outros e ficou na dúvida se estava exagerando. Essa dúvida tem resposta. E ela não depende de esperar para ver.
Esquecer é comum em qualquer idade. O que merece investigação é a mudança: esquecimentos mais frequentes do que costumavam ser, que atingem informações recentes e que começam a interferir na vida diária. A avaliação neuropsicológica compara o desempenho com uma população de referência da mesma idade e escolaridade, e integra o relato da família.
Sinais
O que você talvez tenha notado as pessoas até aqui
Nenhum item desta lista é diagnóstico. São queixas: o ponto de partida da investigação.
- Repete a mesma pergunta em um intervalo curto
- Os esquecimentos mudaram de intensidade nos últimos meses
- Dificuldade com nomes, palavras ou com o fio da conversa
- Já se perdeu em um trajeto conhecido
- Confusão com remédios, contas ou compromissos
- Mudou de humor, de iniciativa ou de comportamento
- Outros parentes acham que é só idade, e você não tem certeza
- O médico pediu uma avaliação neuropsicológica
O que investigamos
O que você ganha com um retrato claro
Além da resposta diagnóstica, o exame produz um mapa do funcionamento, que é o que orienta as decisões do dia a dia.
O que este trabalho responde
- Saber se o desempenho está dentro do esperado para a idade e a escolaridade dela
- Entender o que está preservado, e não apenas o que se perdeu
- Uma linha de base que permite comparar daqui a um ano e acompanhar a evolução
- Orientação prática sobre autonomia, supervisão, rotina e segurança em casa
- Um documento que o neurologista ou o geriatra usa para conduzir o caso
O que a avaliação não faz
- Não identifica a causa biológica. Isso é investigação médica, com exames complementares.
- Não substitui o neurologista ou o geriatra: o trabalho é articulado com eles.
- Não prevê a velocidade da progressão.
- Não deve ser feita no meio de um quadro agudo: infecção, delirium ou ajuste recente de medicação distorcem o resultado.
Dizer isso faz parte do trabalho. Se não for o caso, eu indico o caminho que for.

Quem atende
Felipe Rippel
Psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia e em Análise do Comportamento. Atendo em Brasília e online para todo o Brasil, com prática orientada por evidências e por objetivos definidos desde a primeira sessão.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns
Ela não quer fazer. E agora?
É comum, e a recusa também é dado clínico. Vale começar pela entrevista com a família, que já traz muita informação. Apresentar o exame como um mapeamento, e não como uma prova que se passa ou se reprova, costuma reduzir bastante a resistência.
Estou exagerando? Todo mundo esquece.
Esquecer nomes ou onde deixou a chave é comum em qualquer idade. O que chama atenção é a mudança de padrão e o impacto na vida diária. Se você notou que mudou, isso já é informação relevante.
Pode ser feito online?
Não. Os testes exigem aplicação presencial, e a observação do comportamento durante o exame é um dos quatro pilares.
Preciso de encaminhamento médico?
Não é obrigatório, mas ajuda: o encaminhamento costuma trazer a pergunta clínica já formulada. Se não houver, a entrevista inicial cumpre esse papel.
O que faço com o laudo depois?
A devolutiva é presencial e feita com você: o laudo é explicado, não apenas entregue. Ele pode ser levado ao neurologista ou ao geriatra e traz orientações práticas para a rotina.
A dúvida não precisa esperar
Me conte o que mudou e desde quando. Essa conversa já é o começo da investigação.
Quem responde sou eu. Sem compromisso.
Relacionado