Diagnóstico diferencial · Brasília

Entender o funcionamento
antes de nomear

Uma avaliação descreve funcionamento: atenção, memória, linguagem, funções executivas. O diagnóstico, quando existe, é conclusão do processo, não o seu ponto de partida.

Quatro pilaresNenhum conclui sozinho

Laudo explicadoDevolutiva presencial

PresencialEm Brasília, aos sábados

CRP 01/22085Registrado no CFP

O que sustenta um laudo

Um teste não fecha
um diagnóstico

O laudo que vale é o que integra quatro fontes. Nenhuma delas, sozinha, conclui nada.

Se alguém entregou a você um laudo que é apenas uma tabela de percentis, você recebeu menos do que deveria ter recebido.

01

Entrevista clínica

É a parte mais importante do exame, e é semiotécnica. Dela saem as hipóteses diagnósticas a serem testadas e a escolha dos instrumentos. Inclui a escuta de familiares e a leitura de documentos: histórico escolar, relatórios anteriores, encaminhamentos médicos.

02

Testes neuropsicológicos

Costumam ser supervalorizados. Um adulto com TDAH e alta escolaridade pode ter desempenho normal no teste de atenção sustentada. Os testes ajudam a formular o diagnóstico; não o substituem.

03

Observação comportamental

Como a pessoa se apresenta, se permanece calma ao longo do exame, como reage quando o assunto é difícil. Tudo isso é registrado e consta no documento.

04

Escalas de avaliação de sintomas

Instrumentos padronizados que situam a queixa em relação a uma população de referência e permitem comparar relatos de fontes diferentes.

Quando é indicada

As indicações, segundo a literatura

Não é um exame para todo mundo. Estas são as situações em que ele responde a alguma coisa.

Segundo Lezak

  • Diagnóstico diferencial. A principal indicação. TOC e autismo, por exemplo, compartilham padrões restritos e repetitivos de comportamento e dificuldades de interação social.
  • Quando a cognição é imprescindível ao diagnóstico. Demências, transtornos do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual.
  • Como complemento, para identificar comorbidades. Investigar o estado das funções corticais superiores após anos de um quadro em curso.
  • Após evento no sistema nervoso central. AVC, traumatismo cranioencefálico, sequelas cognitivas de infecção.

Segundo Tranel

  • Caracterização geral do comportamento e da cognição do paciente
  • Monitoramento de quem será submetido a tratamento médico
  • Neurocirurgia e acompanhamento de farmacoterapia
  • Questões médico-legais, em neuropsicologia forense
  • Identificação de transtornos do desenvolvimento na infância, incluindo dislexia e discalculia
  • Quadros neurológicos em que a neuroimagem não é suficientemente sensível

Quando não é o caminho

  • “Quero me conhecer melhor.” Não é indicação. Existem outros caminhos para autoconhecimento, e nenhum deles precisa de uma bateria de testes.
  • Quando não há uma pergunta clara a ser respondida sobre funcionamento cognitivo.
  • Quando a demanda é de mudança de comportamento, e não de esclarecimento diagnóstico. Nesse caso o caminho é a psicoterapia.

Dizer isso faz parte do trabalho. Se não for o caso, eu indico o caminho que for.

O documento

O que entra no laudo

O laudo é um documento psicológico. Pode ir para a escola, para o médico, para a Justiça. Por isso é escrito caso a caso. Nunca em série.

  • Identificação, queixa e motivo do encaminhamento
  • Histórico clínico, escolar e de desenvolvimento
  • Instrumentos aplicados, com justificativa de escolha
  • Resultados com classificação correta e interpretada
  • Observação do comportamento durante o exame
  • Integração dos quatro pilares em uma conclusão
  • Diagnóstico, ou a explicitação de sua ausência
  • Orientações práticas para família, escola e equipe
Felipe Rippel lendo o manual de neuropsicologia de Malloy-Diniz e Fuentes
Um dos manuais que orientam a escolha dos instrumentos.

Processo

Como funciona na prática

1

Primeiro contato pelo WhatsApp

Me conte o que motivou a busca e se há encaminhamento de médico ou da escola. Quem responde sou eu.

2

Entrevista clínica

Com o paciente e, quando pertinente, com familiares. É daqui que saem as hipóteses e a seleção dos testes.

3

Aplicação de testes e escalas

Sessões presenciais, aos sábados: o dia em que a sala fica reservada para um único caso, sem sessão antes nem depois.

4

Integração e redação do laudo

Aproximadamente um mês após a última aplicação.

5

Devolutiva presencial

O laudo é entregue com explicação. Você sai entendendo o que está escrito e o que fazer com aquilo.

Retrato de Felipe Rippel, psicólogo clínico

Quem atende

Felipe Rippel

Psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia e em Análise do Comportamento. Atendo em Brasília e online para todo o Brasil, com prática orientada por evidências e por objetivos definidos desde a primeira sessão.

CRP 01/22085Conselho Regional de Psicologia, 1ª Região

Edifício MultiempresarialSRTVS Quadra 701, Bloco O, sala 488

Perguntas frequentes

Antes de agendar

Quantas sessões tem uma avaliação neuropsicológica?

Depende da queixa e dos instrumentos necessários. O processo inclui a entrevista clínica inicial, as sessões de aplicação de testes e escalas, e a sessão de devolutiva. O número exato é estimado depois da entrevista, quando já se sabe quais hipóteses precisam ser testadas.

Em quanto tempo o laudo fica pronto?

Aproximadamente um mês após a última sessão de aplicação. A devolutiva é presencial: o laudo é entregue com explicação, não apenas em papel.

A avaliação pode ser feita online?

Não. Os testes neuropsicológicos exigem aplicação presencial: a forma como a pessoa manipula o material, o tempo de resposta e o comportamento durante a tarefa fazem parte do exame.

O laudo serve para fechar um diagnóstico?

O laudo descreve funcionamento. O diagnóstico é uma conclusão possível do processo, não o seu ponto de partida. E às vezes a conclusão é a ausência de diagnóstico, o que também é um resultado.

Um teste normal descarta o diagnóstico?

Não. Um adulto com TDAH e muitos anos de escolaridade pode ter desempenho normal no teste de atenção sustentada. É o conjunto dos quatro pilares que sustenta a conclusão, não um número isolado.

O laudo pode ser usado na escola ou na Justiça?

Sim. O laudo neuropsicológico é um documento psicológico e pode ser apresentado à escola, ao médico assistente ou em processo judicial. É justamente por isso que ele é escrito caso a caso.

Você atende por convênio?

O atendimento é particular, com recibo para solicitação de reembolso. Valores e forma de pagamento são informados no primeiro contato.

A avaliação começa com uma pergunta

Me conte qual é a sua. Se o caminho não for a avaliação, eu digo qual é.

Quem responde sou eu. Sem compromisso.

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