Diagnóstico diferencial · Brasília
Entender o funcionamento
antes de nomear
Uma avaliação descreve funcionamento: atenção, memória, linguagem, funções executivas. O diagnóstico, quando existe, é conclusão do processo, não o seu ponto de partida.
O que sustenta um laudo
Um teste não fecha
um diagnóstico
O laudo que vale é o que integra quatro fontes. Nenhuma delas, sozinha, conclui nada.
Se alguém entregou a você um laudo que é apenas uma tabela de percentis, você recebeu menos do que deveria ter recebido.
01
Entrevista clínica
É a parte mais importante do exame, e é semiotécnica. Dela saem as hipóteses diagnósticas a serem testadas e a escolha dos instrumentos. Inclui a escuta de familiares e a leitura de documentos: histórico escolar, relatórios anteriores, encaminhamentos médicos.
02
Testes neuropsicológicos
Costumam ser supervalorizados. Um adulto com TDAH e alta escolaridade pode ter desempenho normal no teste de atenção sustentada. Os testes ajudam a formular o diagnóstico; não o substituem.
03
Observação comportamental
Como a pessoa se apresenta, se permanece calma ao longo do exame, como reage quando o assunto é difícil. Tudo isso é registrado e consta no documento.
04
Escalas de avaliação de sintomas
Instrumentos padronizados que situam a queixa em relação a uma população de referência e permitem comparar relatos de fontes diferentes.
Quando é indicada
As indicações, segundo a literatura
Não é um exame para todo mundo. Estas são as situações em que ele responde a alguma coisa.
Segundo Lezak
- Diagnóstico diferencial. A principal indicação. TOC e autismo, por exemplo, compartilham padrões restritos e repetitivos de comportamento e dificuldades de interação social.
- Quando a cognição é imprescindível ao diagnóstico. Demências, transtornos do neurodesenvolvimento, deficiência intelectual.
- Como complemento, para identificar comorbidades. Investigar o estado das funções corticais superiores após anos de um quadro em curso.
- Após evento no sistema nervoso central. AVC, traumatismo cranioencefálico, sequelas cognitivas de infecção.
Segundo Tranel
- Caracterização geral do comportamento e da cognição do paciente
- Monitoramento de quem será submetido a tratamento médico
- Neurocirurgia e acompanhamento de farmacoterapia
- Questões médico-legais, em neuropsicologia forense
- Identificação de transtornos do desenvolvimento na infância, incluindo dislexia e discalculia
- Quadros neurológicos em que a neuroimagem não é suficientemente sensível
Quando não é o caminho
- “Quero me conhecer melhor.” Não é indicação. Existem outros caminhos para autoconhecimento, e nenhum deles precisa de uma bateria de testes.
- Quando não há uma pergunta clara a ser respondida sobre funcionamento cognitivo.
- Quando a demanda é de mudança de comportamento, e não de esclarecimento diagnóstico. Nesse caso o caminho é a psicoterapia.
Dizer isso faz parte do trabalho. Se não for o caso, eu indico o caminho que for.
O documento
O que entra no laudo
O laudo é um documento psicológico. Pode ir para a escola, para o médico, para a Justiça. Por isso é escrito caso a caso. Nunca em série.
- Identificação, queixa e motivo do encaminhamento
- Histórico clínico, escolar e de desenvolvimento
- Instrumentos aplicados, com justificativa de escolha
- Resultados com classificação correta e interpretada
- Observação do comportamento durante o exame
- Integração dos quatro pilares em uma conclusão
- Diagnóstico, ou a explicitação de sua ausência
- Orientações práticas para família, escola e equipe

Processo
Como funciona na prática
1
Primeiro contato pelo WhatsApp
Me conte o que motivou a busca e se há encaminhamento de médico ou da escola. Quem responde sou eu.
2
Entrevista clínica
Com o paciente e, quando pertinente, com familiares. É daqui que saem as hipóteses e a seleção dos testes.
3
Aplicação de testes e escalas
Sessões presenciais, aos sábados: o dia em que a sala fica reservada para um único caso, sem sessão antes nem depois.
4
Integração e redação do laudo
Aproximadamente um mês após a última aplicação.
5
Devolutiva presencial
O laudo é entregue com explicação. Você sai entendendo o que está escrito e o que fazer com aquilo.

Quem atende
Felipe Rippel
Psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia e em Análise do Comportamento. Atendo em Brasília e online para todo o Brasil, com prática orientada por evidências e por objetivos definidos desde a primeira sessão.
Perguntas frequentes
Antes de agendar
Quantas sessões tem uma avaliação neuropsicológica?
Depende da queixa e dos instrumentos necessários. O processo inclui a entrevista clínica inicial, as sessões de aplicação de testes e escalas, e a sessão de devolutiva. O número exato é estimado depois da entrevista, quando já se sabe quais hipóteses precisam ser testadas.
Em quanto tempo o laudo fica pronto?
Aproximadamente um mês após a última sessão de aplicação. A devolutiva é presencial: o laudo é entregue com explicação, não apenas em papel.
A avaliação pode ser feita online?
Não. Os testes neuropsicológicos exigem aplicação presencial: a forma como a pessoa manipula o material, o tempo de resposta e o comportamento durante a tarefa fazem parte do exame.
O laudo serve para fechar um diagnóstico?
O laudo descreve funcionamento. O diagnóstico é uma conclusão possível do processo, não o seu ponto de partida. E às vezes a conclusão é a ausência de diagnóstico, o que também é um resultado.
Um teste normal descarta o diagnóstico?
Não. Um adulto com TDAH e muitos anos de escolaridade pode ter desempenho normal no teste de atenção sustentada. É o conjunto dos quatro pilares que sustenta a conclusão, não um número isolado.
O laudo pode ser usado na escola ou na Justiça?
Sim. O laudo neuropsicológico é um documento psicológico e pode ser apresentado à escola, ao médico assistente ou em processo judicial. É justamente por isso que ele é escrito caso a caso.
Você atende por convênio?
O atendimento é particular, com recibo para solicitação de reembolso. Valores e forma de pagamento são informados no primeiro contato.
A avaliação começa com uma pergunta
Me conte qual é a sua. Se o caminho não for a avaliação, eu digo qual é.
Quem responde sou eu. Sem compromisso.
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