Para famílias
A escola sugeriu
uma avaliação
O pedido costuma vir de repente, e assusta. Ele não é um diagnóstico: é a constatação de que algo não está funcionando como deveria e de que ninguém ali sabe explicar o quê.
Quando a escola pede uma avaliação, ela está dizendo que observa alguma coisa em atenção, comportamento, leitura ou escrita, sem conseguir nomear a causa. A avaliação neuropsicológica existe para responder a essa pergunta com método: entrevista clínica com você e com a criança, testes, observação do comportamento e escalas, mais a leitura de boletins e relatórios.
Sinais
O que costuma vir as pessoas até aqui
Nenhum item desta lista é diagnóstico. São queixas: o ponto de partida da investigação.
- Queixas de atenção ou de agitação em sala de aula
- Dificuldade com leitura, escrita ou com contas
- Queda de rendimento sem uma causa aparente
- Lentidão para copiar do quadro ou para terminar tarefas
- Resistência para ir à escola ou para fazer o dever
- Dificuldade de relação com colegas
- Um professor comentou algo que ficou na sua cabeça
- Você quer entender antes de aceitar um rótulo
O que investigamos
O que muda quando existe um retrato
A pergunta que interessa não é qual é o nome. É o que está acontecendo e o que fazer a respeito.
O que este trabalho responde
- Você entende como seu filho funciona: o que está preservado e onde está a dificuldade real
- A escola recebe orientações concretas, não apenas um diagnóstico para arquivar
- Comorbidades que passavam despercebidas aparecem: ansiedade, dificuldade de aprendizagem, questões de humor
- Você para de decidir no escuro sobre reforço, terapia, medicação ou mudança de escola
- A criança deixa de carregar sozinha a explicação de que é preguiçosa ou desinteressada
O que eu não vou fazer
- Não vou confirmar um diagnóstico já decidido. Se a resposta estiver dada de antemão, a avaliação perde a função.
- Não vou entregar um laudo em série. O documento é escrito caso a caso, e às vezes a conclusão é a ausência de diagnóstico.
- Não vou descrever seu filho por um rótulo. Descrevo funcionamento: situações, não etiquetas.
- Não vou prometer resultado nem prazo de melhora.
Dizer isso faz parte do trabalho. Se não for o caso, eu indico o caminho que for.

Quem atende
Felipe Rippel
Psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia e em Análise do Comportamento. Atendo em Brasília e online para todo o Brasil, com prática orientada por evidências e por objetivos definidos desde a primeira sessão.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns
A escola pediu, mas eu não concordo. Preciso avaliar?
Você não é obrigado a nada. Vale conversar primeiro: em geral a escola observou algo concreto que pode ser descrito. Se depois dessa conversa a dúvida permanecer, a avaliação é o caminho para respondê-la com método em vez de opinião.
Meu filho vai achar que tem algo errado com ele?
Isso depende muito de como o assunto é apresentado. Costumo explicar à criança que vamos fazer atividades para entender como ela aprende melhor, o que é verdade.
Quanto tempo leva?
O processo tem a entrevista inicial, as sessões de aplicação e a devolutiva. O laudo fica pronto em aproximadamente um mês após a última sessão. Em Brasília, as sessões acontecem aos sábados.
Vocês conversam com a escola?
Documentos escolares fazem parte da investigação: boletins, relatórios, o relato dos professores. O laudo traz orientações que podem ser levadas à escola.
E se não for nada?
Também é um resultado, e um bom resultado. Saber que o funcionamento está dentro do esperado muda a conversa com a escola e tira da criança uma explicação que ela não merecia carregar.
Você não precisa decidir tudo hoje
Me conte o que a escola falou. A partir daí a gente organiza a pergunta.
Quem responde sou eu. Sem compromisso.
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