Transtorno obsessivo-compulsivo
O ritual alivia.
E é por isso que ele volta.
Toda compulsão reduz uma ansiedade. No curto prazo. É essa redução que ensina o comportamento a se repetir. Entender o mecanismo é o que torna possível interrompê-lo.
O TOC é tratado com psicoterapia baseada em evidências: no meu consultório, com Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e Psicoterapia Analítico-Funcional (FAP), online para todo o Brasil ou presencialmente em Brasília. A avaliação neuropsicológica entra quando há dúvida diagnóstica: o diagnóstico diferencial entre TOC e autismo é uma das indicações clássicas do exame.
Sinais
O que costuma trazer as pessoas até aqui
Nenhum item desta lista é diagnóstico. São queixas: o ponto de partida da investigação.
- Pensamentos que voltam mesmo quando você sabe que não fazem sentido
- Verificações repetidas de portas, fogão, e-mails ou mensagens enviadas
- Rituais de limpeza, ordem ou simetria que consomem tempo
- Necessidade de contar, repetir ou refazer até parecer certo
- Evitação de situações que disparam o pensamento
- Buscar reasseguramento com outras pessoas, repetidamente
- Vergonha do conteúdo dos pensamentos, o que atrasa a busca por ajuda
- Dúvida entre TOC, ansiedade generalizada ou autismo
O que investigamos
Como o trabalho é conduzido
O objetivo não é eliminar o pensamento. É reduzir o poder que ele tem sobre o que você faz.
O que este trabalho responde
- Análise da função do ritual: o que ele alivia e o que ele mantém
- Objetivos definidos na primeira sessão, com critérios explícitos de encerramento
- Aceitação em vez de controle: conviver com o desconforto sem que ele decida a ação
- Ampliação de repertório para as situações que hoje são evitadas
- Quando há dúvida diagnóstica, a avaliação neuropsicológica esclarece o diferencial
O que a avaliação não faz
- Resultado de teste não fecha diagnóstico de TOC. Existem pesquisas indicando déficits em habilidades visuoconstrutivas e visuoespaciais, em memória e em funções executivas, mas encontrar esses déficits não permite concluir que a pessoa tem TOC.
- Não substitui o acompanhamento psiquiátrico, quando há indicação medicamentosa. Os trabalhos são articulados.
- Não promete extinguir os pensamentos. A proposta é outra: que eles deixem de comandar.
Dizer isso faz parte do trabalho. Se não for o caso, eu indico o caminho que for.

Quem atende
Felipe Rippel
Psicólogo clínico especialista em Neuropsicologia e em Análise do Comportamento. Atendo em Brasília e online para todo o Brasil, com prática orientada por evidências e por objetivos definidos desde a primeira sessão.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns
A avaliação neuropsicológica diagnostica TOC?
Não por si só. Há pesquisas apontando déficits em habilidades visuoconstrutivas, memória e funções executivas em pessoas com TOC, mas encontrar esses resultados não autoriza a conclusão de que a pessoa tem TOC.
Como se diferencia TOC de autismo?
A diferença está na função do comportamento: no TOC, o ritual costuma reduzir uma ansiedade e é vivido como indesejado; no TEA, o padrão tende a ser interesse ou necessidade de previsibilidade.
O tratamento é online?
A psicoterapia pode ser online, para todo o Brasil, ou presencial em Brasília. Já a avaliação neuropsicológica, quando indicada, é obrigatoriamente presencial.
Preciso de medicação?
Essa é uma decisão médica. Quando há indicação, o trabalho é articulado com o psiquiatra. A psicoterapia tem efeito próprio e, em muitos casos, os dois se somam.
Quanto tempo dura o tratamento?
A duração estimada é definida com você na primeira sessão, junto com os objetivos e os critérios de encerramento.
O ritual não precisa continuar decidindo
Me conte o que está acontecendo. A primeira sessão já faz parte do trabalho.
Quem responde sou eu. Sem compromisso.
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